O medo que o claustro se feche e se abata sufocando.
O medo que a multidão de eus enlouqueça e se aperte o cerco.
O medo que a altura seja queda e fim.
O medo das katsaridas rastejantes de antenas nervosas.
O medo dos espaços virtuais que sufocam.
O medo que a palavra se multiplique e emperre o acto da felicidade.
O medo da poesia que algema o espírito.
O medo do ruído imenso e paralisador.
O medo de si oposto a outros medos.
(Maio 10)
1 comentários:
O medo da verdadeira claustrofobia faz sofrer.
Tanta coisa que nos limita por essa fobia...
Um beijinho*
Manuela Fonseca
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