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Quinta-feira, 24 de Junho de 2010

as cidades dormem

eu no fundo
agora quero dormir
apenas dormir
só quero dormir
no fundo

a cidade que fará
na minha ausência
a cidade é mulher
são mulheres
que sussurram

as madrugadas
os
crepúsculos
alguns frios e sempre
em silêncio
o sol nasce

como ele sabe e quer
com os pardais
e eu durmo
até abrir os meus olhos
azuis como o céu

da cidade que já
não dorme
esta onde vivo
aonde os erros
não se apagam

Junho 10

2 comentários:

Rafael Castellar das Neves disse...

Uma excelente e original visão do cotidiano urbano, onde estamos inseridos apertados e expremidos entre nossos sentimentos e sensações!

Gostei!

[]s

Graça Pires disse...

Enquanto a cidade dorme as mulheres sonham e os poetas transformam a sede em fonte...
Um beijo.